Ginasta Lais Souza revela que é lésbica e que tem namorada

Em recuperação de acidente que a deixou sem movimentos do pescoço para baixo.

Publicado em 11/02/15 às 13:55

Do Gay1 Entretenimento

Foto: Reprodução/Instagram

Laís Souza com a blusa da seleção brasileira.
Em recuperação do gravíssimo acidente de esqui que a deixou sem movimento e sensibilidade do pescoço para baixo, a ex-ginasta Lais Souza revelou que é lésbica. Em entrevista à revista TPM, Lais, de 26 anos, disse que tem uma namorada.

"Eu tenho uma namorada, sou gay há alguns anos. Já tive uns namorados, mas hoje estou gay" revelou.

Ainda na entrevista à TPM, Lais contou detalhes de sua recuperação e da vida após o acidente. Ela foi selecionada pelo Miami Project to Cure Paralysis para ser a paciente de um tratamento inédito com células-tronco no qual médicos e pesquisadores depositam a esperança de ser uma revolução para casos como o dela.

"Sei que muita gente gostaria de estar no meu lugar, por isso quero que dê certo, por mim, mas também pelos médicos, pesquisadores e por quem vai poder se beneficiar" explica a ex-atleta, que já passou por sessões de injeção de células-tronco na área afetada.

Na última semana, ao SporTV, Lais contou que já começou a sentir parte dos pés e das pernas, uma indicação de que o tratamento está começando a dar resultados.

Ainda na entrevista à TPM, ela contou sobre o dia-a-dia com a paralisia e a relação com a mãe, com quem passou a ter convivência intensa após o acidente, o que não acontecia desde que ela tinha 10 anos e deixou a casa dos pais, em Ribeirão Preto, para iniciar a carreira de ginasta em São Paulo.

"Minha mãe me dando banho, trocando fralda, dando comida..." conta, garantindo que os momentos de angústia são raros e passageiros, quando ela desabafa. "Mãe, por quê comigo?"

Relembre o caso
Lais sofreu o acidente de esqui em 27 de janeiro do ano passado. A ex-ginasta treinava para o Jogos Olímpicos de Inverno, quando chocou-se contra uma árvore e sofreu deslocamento entre a terceira e a quarta vértebras, esmagando a medula. Naquele momento, ela perdeu toda a sensibilidade e a capacidade de se mover do pescoço para baixo. Lais correu risco de morte, e seu drama comoveu o Brasil.

Inicialmente, foi levada ao Hospital de Salt Lake City, onde foi operada para realinhar a coluna e reativar a circulação para a medula. Uma semana depois, foi transferida para Miami, onde concluiu o tratamento.

Depois de 11 meses de tratamento na Flórida, ela retornou ao Brasil em dezembro para continuar sua recuperação.
 
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