Após agressões homofóbica, ativistas LGBT fazem beijaço na Praça São Salvador

Ato foi resposta a episódio de agressão a gays em um bar no local.

Publicado em 31/03/15 às 20:08

Do Gay1

Foto: Marcelo Piu

Beijaço foi resposta a episódio de homofobia que ocorreu na praça.
A Praça São Salvador foi palco de um beijaço na noite desta sexta-feira. Promovido por ativistas LGBT, o “Beijo na Praça” foi uma resposta a um episódio de agressão que ocorreu em um bar no local. Segundo os organizadores, um casal trocava carícias quando foi agredido com garrafas por outros frequentadores e, como reação, os agredidos se beijaram. Na ocasião, a polícia e os responsáveis pelo estabelecimento não teriam prestado auxílio.

"A São Salvador é conhecida por ser um lugar tolerante com os homossexuais, o que mostra que mesmo aqui temos problemas. É fundamental que essas agressões sejam tratadas como crimes" afirmou Victor Comeira, representante da Frente “Beijo na Praça”, que também promoverá outro beijaço no dia 1º, na Rua Voluntários da Pátria "Faremos no dia da mentira para mostrar que é mentira que não existe homofobia".

O beijaço na São Salvador contou com dezenas de casais do mesmo sexo e heteros. Após a leitura de um manifesto de repúdio as agressões, os ativistas foram até a frente da “Casa Brasil”, local onde ocorreu o episódio que desencadeou o ato, e explicaram aos frequentadores o motivo do movimento. Às 20h, no momento do beijo, os usuários do bar aplaudiram a iniciativa.

Uma faixa foi colocada na porta do estabelecimento que dizia “A Casa Brasil apoia a campanha contra a homofobia”. Na hora do beijaço, foram projetadas frases feitas pelos manifestantes como “Casa Brasil, homofobia é crime” e “Eu beijo quem eu quiser”.

"O que aconteceu naquele episódio é que a PM agiu de forma equivocada, não prestou serviço aos agredidos. E o bar foi conivente no momento. Estamos atuando junto com as instituições para que se promovam ações na Polícia Militar, na Guarda Municipal e em outros órgãos para que se crie uma nova cultura sobre esses episódios" afirmou Claudio Nascimento, representante do Rio Sem Homofobia.

Julia Barros, de 23 anos, foi uma das manifestantes presentes no beijaço. A estudante de jornalismo acredita que é necessário demonstrar que o carinho entre pessoas do mesmo sexo é algo natural. "É fundamental que qualquer pessoa, independentemente de sua sexualidade, possa expressar seu amor em público. Não é violação nenhuma dois garotos se beijarem ou duas garotas trocarem carícias. Violação é não permitirem que essas pessoas tenham os mesmos direitos que as outras".
 
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