O crescimento da procura por casais do mesmo sexo no mercado imobiliário

Empresas estão de olho num público mundial que tem nada menos do que US$ 3 trilhões para gastar ao ano.

Publicado em 16/04/15 às 17:38

Por Letícia Alcantara

Foto: Getty Images

No Brasil, o potencial financeiro do segmento LGBT é estimado em US$ 133 bilhões, o equivalente a R$ 418,9 bilhões, ou 10% do PIB nacional, segundo a Out Leadership.
O público LGBT movimenta diversos setores da economia do Brasil e do Mundo, não é diferente quando se trata do segmento imobiliário. Inclusive, segundo pesquisas, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais possuem uma renda acima da média do país, principalmente dentre aqueles que em fase de ter uma união estável, constituir família com seus parceiros.

Em 2014, levando em consideração que a unidade familiar pode ser constituído não só por casais heterossexuais, o Código Civil Brasileiro proporcionou aos casais do mesmo sexo direitos semelhantes, como: direito a pensão (em caso de morte ou separação), realizar a declaração conjunta do IRF, a partilha de bens ou até mesmo herança, entre outros direitos. Tudo isso é possível apenas com a comprovação de uma união pública, contínua e duradoura.

A partir disso, alguns bancos viram a necessidade de se adaptar ao público potencial presente no mercado atualmente. E dessa forma, esses casais podem agora unir suas rendas e realizar o pedido de financiamento para os bancos, sendo ainda mais fácil adquirir a casa própria. A documentação necessária para dar entrada no financiamento imobiliário são a declaração de união estável com os demais documentos e comprovação de renda, não importa se querem comprar uma casa ou apartamento. O comprometimento da renda do casal será válida em todo o processo da compra do imóvel, como seguro habitacional e o registro do imobiliário.

Em um balanço, sites como www.agenteimovel.com.br/lancamentos/ que focam em novos imóveis diz que aproximadamente 12% do público que visita os novos empreendimentos são lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais. Por ocuparem bons cargos no mercado e terem uma renda consideravelmente boa se comparada aos demais, eles acabam investindo mais em seus imóveis do que casais heterossexuais. Entre as preferências imobiliárias, principalmente do sexo masculino, estão: condomínios verticais, com mais de uma suíte, área de lazer completa, vagas na garagem para mais de um automóvel e localizados em áreas urbanas, com centros comerciais em volta.

Por último, mas o fator mais importantes a ser levado em consideração pelo casal antes de adquirir o imóvel é o tratamento de qualquer instituição diante o público LGBT. É claro que muitas empresas decidem investir nisso, pois parece o mais rentável no momento, mas respeito e transparência são peças principais para caminhar rumo à igualdade de direitos iguais.
 
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