Após pressão, secretária divulga nota que não haverá casamento homoafetivo

Secretaria de Justiça e Cidadania do DF informa que não há casais do mesmo sexo no projeto.

Publicado em 07/04/15 às 00:08

Do Gay1 DF

Foto: Reprodução

Secretaria de Justiça e Cidadania do DF divulgou nota.
Uma matéria do Correio Braziliense, e replicada aqui no Gay1, informava que a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus) realizaria um casamento coletivo com casais do mesmo sexo.

Após deputados como Bispo Renato, Sandra Faraj, Rodrigo Delmasso postarem em suas redes sociais que são contra a medida do governo, a Sejus por meio de nota oficial respondeu que não realizará casamentos entre pessoas do mesmo sexo, e que a informação, não passou de um engano.

Essa não é a primeira vez que algo parecido acontece no novo governo do PSB. No começo do ano, deputados distritais evangélicos e católicos se revoltaram com a criação da Subsecretaria para Assuntos de Pessoas LGBT. A bancada religiosa entregou uma carta a Rodrigo Rollemberg expressando a insatisfação, afirmando que o novo órgão privilegia lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Como resposta, os parlamentares reivindicam a Subsecretaria de Defesa dos Valores da Família. Para evitar desconforto, na época, o GDF reestruturou a pasta da Mulher, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, acabando com a subsecretaria.

Em 2013, pressão de evangélicos também fez que o governador naquele ano, Agnelo Queiroz, revogar-se a lei distrital 2.615 de 2000 que punia estabelecimentos que discriminassem lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Leia a nota na integra

Em resposta a matéria “Governo vai realizar primeiro mutirão de casamento gay no Distrito Federal”, publicada nesta segunda-feira (6), pelo Correio Braziliense, a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF – Sejus, esclarece que o Programa de Casamento Comunitário - Alma Gêmea - é um projeto voltado para casais de baixa renda, que querem legalizar suas uniões. As vagas para o primeiro mutirão de casamento deste primeiro semestre de 2015 já estão preenchidas e não há nenhum pedido de participação de pessoas do mesmo sexo, conforme divulgou o jornal. Ressaltamos ainda, que o projeto não discrimina uniões homoafetivas e que o único critério para a realização dos casamentos é a comprovação de baixa renda.
 
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