No Twitter, Padre Fábio de Melo defende união entre pessoas do mesmo sexo

Cantor religioso afirmou que esta é uma questão que cabe ao Estado decidir, e não às religiões.

Publicado em 13/04/15 às 23:29

Do Gay1 Entretenimento

Foto: Reprodução/Facebook

"A união civil entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão religiosa", escreveu Fábio de Melo.
Padre e cantor Fábio de Melo, popular tanto pelas músicas quanto pelas postagens em sua conta no Twitter, rede social em que acumula 858 mil seguidores, defendeu que não cabe à igreja decidir sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, e se disse favorável ao reconhecimento pelo Estado do casamento igualitário: "A união civil entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão religiosa. Portanto, cabe ao Estado decidir", escreveu o padre. A publicação foi compartilhada por 1,5 mil internautas.


Em outro post no Twitter, ele ressaltou que fala sobre a união civil, e não religiosa: "São situações que não nos competem. A questão só nos tocaria se viessem nos pedir o reconhecimento religioso e sacramental da união", escreveu. Para ele, o Estado deve proteger legalmente duas pessoas que escolherem viver juntas, independente do sexo: "suas necessidades civis. Se duas pessoas estabeleceram uma parceria, e querem proteger seus direitos, o Estado precisa dar o suporte legal".

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) escreveu um post em seu Twitter elogiando o posicionamento de Fábio: "Obrigado, @pefabiodemelo, por vir a público em defesa do Estado laico, dos direitos civis de LGBTs e da diversidade". Outros internautas também comentaram de forma positiva sobre os post do padre.


O posicionamento nesta questão não é novidade. Em entrevista ao jornal O Globo, Fábio já havia se posicionado favorável à união entre pessoas do mesmo sexo. Ele explicou ainda sua posição ao jornal: "É salutar que a religião abra espaço para a dúvida. Isso pode soar um tanto herético num primeiro momento, o que já me fez sofrer críticas, mas decidi que as pessoas precisam ouvir isso, sobretudo num momento em que o discurso religioso passa por tanto descrédito. As pessoas têm que saber que o sagrado não se opõe ao profano, nem o contrário", disse.

Veja o que os internautas comentaram no Twitter sobre os escritos do padre:

 
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