Mais de 26 milhões coloriram fotos no Facebook para apoiar avanço dos direitos LGBT

Rede social criou ferramenta para aplicar filtro de arco-íris à foto do perfil. Suprema Corte dos EUA aprovou casamento igualitário em todo o país.

Publicado em 30/06/15 às 00:11

Do Gay1

Foto: Reprodução/Facebook

Mark Zuckerberg troca foto de perfil no Facebook em apoio à aprovação do casamento igualitário nos EUA.
Mais de 26 milhões de pessoas modificaram fotos de perfil para mostrar apoio ao avanço nos direitos LGBT e em comemoração ao 28 de junho, dia Mundial do orgulho LGBT, com o filtro de arco-íris do Facebook. A campanha foi lançada, na sexta-feira, e as fotos receberam mais de meio bilhão de curtidas e comentários. Foram mais de 565 milhões de interações, de acordo com a rede social.

A Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. Prontamente, uma legião de usuários do Facebook trocou as fotos de perfil para simbolizar apoio à decisão histórica.

A ferramenta detecta automaticamente sua foto de perfil atual e aplica o filtro por cima. Dá até para editar a legenda da imagem, se quiser, e depois é só clicar em "Use as profile picture". Deixe sua foto de perfil com as cores do arco-íris.

A decisão na Suprema Corte dos EUA veio por cinco votos contra quatro. Os 13 estados que ainda proibiam não podem mais barrar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, que passam a ser legalizados em todos os 50 estados americanos.

O casamento tem sido uma instituição central na sociedade desde os tempos antigos, afirmou o tribunal, "mas ele não está isolado das evoluções no direito e na sociedade". Ao excluir casais do mesmo sexo do casamento, explicou, nega-se a eles "a constelação de benefícios que os estados relacionaram ao casamento".

O tribunal acrescentou: "O casamento encarna um amor que pode perdurar até mesmo após a morte". "Estaria equivocado dizer que estes homens e mulheres desrespeitam a ideia de casamento... Eles pedem direitos iguais aos olhos da lei. A Constituição lhes concede este direito", ressaltou, segundo a agência AFP.

A decisão não entrará em vigor imediatamente porque a Suprema Corte concede ao litigante que perdeu o caso aproximadamente três semanas para solicitar uma reconsideração, como informa a Reuters.
 
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