São Paulo inaugura sua primeira unidade móvel para atendimento LGBT

Cidade deve ganhar ao todo cinco unidades móveis até o fim da gestão, sendo duas até o fim deste ano.

Publicado em 29/06/15 às 22:49

Do Gay1*

Foto: Tatiana Santiago

Unidade móvel LGBT é inaugurada e terá orientação jurídica.
A primeira unidade móvel LGBT foi inaugurada na manhã desta segunda-feira e ficará no Centro de São Paulo, no Largo do Arouche e na Rua Augusta. A unidade funciona de quinta a domingo das 18h às 23h e aos sábados.

Para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a LGBTfobia deveria ser combatida de forma mais rígidas com legislação menos branda. "Toda e qualquer forma de violência é inaceitável. Esse tipo de preconceito é mais inaceitável ainda", disse Haddad.

Ao todo serão cinco unidades móveis até o fim da gestão, sendo duas até o fim deste ano. Além do atendimento jurídico, haverá teste rápido de saliva para detectar doenças transmissíveis. O atendimento jurídico não será apenas em caso de homofobia, mas para todos os usuários em situação de vulnerabilidade.

O público LGBT gostou da novidade. É o caso da travesti Atenas Joy da Silva, de 27 anos, que hoje trabalha como recepcionista do Centro de Cidadania LGBT, da Prefeitura de São Paulo. "Eu acho que é uma forma do governo ajudar as minorias, os LGBT sempre sofrem violência", conta. "Antes de virar travesti fui vítima de violência física, depois só de violência verbal. Eles tentam fazer a gente se sentir discriminada", contou ela.

"Eu acho que é um grande avanço para São Paulo. Isso é mais uma vitória para conscientizar as pessoas que estamos aí. Nós GLBT precisamos de uma assistência, a morte do GLBT não é uma morte natural como das outras pessoas, mas é uma morte com ódio e preconceito e isso precisa acabar", afirmou Aline Marques, de 37 anos, que diz que passou parte da vida se prostituindo por falta de oportunidades. Agora, ela participa do programa da Prefeitura que dá bolsas de estudo para travestis e transexuais estudarem.

Foto: Tatiana Santiago

Transexual Aline Marques relata violência sofrida por causa do preconceito.
*Com informações do G1
 
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