Brasília começa a ser vista como destino em potencial para público LGBT

Segundo consumidores, empresários e gerentes de estabelecimentos, turismo LGBT ainda é tímido na capital.

Publicado em 27/07/15 às 15:55

Do Gay1 DF*

Foto: Arquivo/Gay1

Brasília tem a 3ª Parada mais antiga do Brasil que reúne aproximadamente 60 mil pessoas.
Gay-friendly é a expressão usada para designar lugares e estabelecimentos considerados “amigos da diversidade”, ou seja, que respeitam a orientação sexual ou identidade de gênero das pessoas. E a dissertação de mestrado da pesquisadora Agatha Guerra, do Centro de Excelência em Turismo (CET) da UnB, revela que Brasília está se consolidando como destino turístico de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Foto: Arquivo/Gay1

O Bar Barulho, que fica no Parque da Cidade, é um dos locais voltado ao público LGBT mais antigo do DF. Estabelecimento abre as quintas e domingos das 18h até meia noite.
A pesquisa constatou que existem boas opções de lazer na capital federal voltadas ao público LGBT. Foram mapeados 16 estabelecimentos, como bares, restaurantes e cafés, além de seis saunas, nove festas mensais e oito locais para a realização de festas. Este ano, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), começou a divulgar Brasília e algumas outras cidades do Brasil como destinos gay-friendly.

Segundo consumidores, empresários e gerentes de estabelecimentos mais frequentados ou de preferência do público LGBT, esse tipo de turismo em Brasília é tímido. Entretanto, a pesquisadora ressalta que a cidade é nova e as opções estão crescendo.

“A oferta de entretenimento para a comunidade LGBT em Brasília não pode ser comparada com a que vemos em cidades com mais de quatro séculos de existência, como é o caso de Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife. A capital federal é considerada uma urbe jovem e, por isso, podemos afirmar que a quantidade de estabelecimentos de lazer voltados ao segmento é considerável”, pondera Guerra.

Avanços
De acordo com a pesquisadora, as atuais conquistas e os avanços nos direitos LGBT, em especial, o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo no Brasil, levaram empresários e governos a ter outra percepção desse segmento e a começar a investir em entretenimento, lazer e turismo inclusivo.

“No geral, a comunidade homossexual gasta cerca de 30% a mais em consumo e possui maiores níveis de escolaridade e remuneração que a média da população, sendo consumidores em potencial de entretenimento e cultura. Além disso, normalmente, os casais homoafetivos não têm filhos, possuindo gastos fixos menores”, afirma Guerra.

Na visão de Agatha Guerra, os desafios para Brasília ser considerada, de fato, uma cidade gay-friendly são a capacitação de mão de obra para atender esse público, o fortalecimento e a ampliação de políticas públicas que promovam ações de acolhimento e respeito à diversidade sexual, além de iniciativas que estimulem a atração dessas pessoas para a capital.

“Durante a pesquisa, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) nos informou sobre a intenção de divulgar, a partir deste ano, a capital do país como um destino LGBT, ao lado de Recife, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Acho que será um impulsionador para consolidar Brasília nesse segmento”, destaca a servidora do CET.

*Com informações da UnB Agência
 
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