Daniela Mercury vai fazer show no estilo 'banquinho e violão': "banquinho vai virar tambor"

Rainha do Axé revelou que apresentará uma música inédita ainda sem nome; assista vídeo.

Publicado em 18/07/15 às 00:29

Do Gay1 Entretenimento

Daniela Mercury durante o Seminário LGBT no Congresso Nacional.

Foto: Gabriela Korossy

Daniela Mercury durante o Seminário LGBT no Congresso Nacional.
Daniela Mercury alcançou quase tudo o que uma grande artista poderia desejar. Até um título para chamar de seu ela tem: "Rainha do Axé". Porém, em mais de 30 anos de carreira, a cantora nunca fez um show no estilo "banquinho e violão". E a razão é simples: ela não consegue ficar parada. Nos dias 31 de julho e 1º e 2 de agosto em São Paulo, no teatro J. Safra, no entanto, isso vai mudar. "Mas vou continuar dançando", garantiu Daniela em entrevista.

No show, a cantora vai apresentar músicas de seus 16 álbuns, além de alguns clássicos da MPB. No repertório, não faltarão "Ilê Pérola Negra", "Nobre Vagabundo", "O Mais Belo dos Belos" e, claro, "Canto da Cidade". "Escolhi 50 músicas, mas devo cantar umas 20 por show. Cada apresentação terá um repertório diferente", revelou.

A energia que faz a artista dançar sem parar em todo show também é responsável por ela nunca ter usado pedestal para microfone. "E neste também não vai ter. Já estou imaginando as traquinagens que farei no palco", contou. Para a artista, a maior dificuldade em transpor o axé para o ritmo lento do "banquinho e violão" foi de retirar a percussão marcante do ritmo baiano. "Vou transformar o banquinho em um tambor", brinca. "Um show como este é importante para entender o legado rítmico que o axé deu para a música brasileira."

Embora o show seja em voz e violão, Daniela garantiu que não vai se comportar. "Quis fazer este show porque é desafiador. Quando você tem o acompanhamento de uma banda, ela te protege. O axé tem roupa, que é a percussão", explicou.

"Minha maior transgressão é me livrar da percussão. Parece comum para outros artistas voz e violão. Mas para mim é abrir mão da minha identidade. Acho que a graça deste show vai ser ouvir minha voz com mais leveza e com menos instrumentos", disse.

No palco, ela contará com apenas um músico, o instrumentista Alex Mesquita, responsável por transpor os axés para o violão. "No Carnaval, em cima do trio, eu estou acostumada a tocar 70 músicas por dia em shows de até cinco horas. No palco, eu vou ter que fazer duas horas. Mas sempre estouro esse tempo", garantiu.

Daniela revelou que apresentará uma música inédita ainda sem nome. Mas ela dá uma palhinha dos versos: "Meu dogma é melodia. Heresia é não ter coração. Pecado é não ter poesia". "Essa música vai estar no meu novo disco de inéditas", afirma.

A escolha de São Paulo também é significativa para a cantora, já que há 23 anos, em junho de 1992, ela parou a avenida Paulista com um show no vão livre do Masp e chamou a atenção das grandes gravadoras para o seu talento. "São Paulo tem gente de todos os lugares do Brasil e me recebeu de braços abertos."

 
Encontre-nos no Google+