Organização Mundial da Saúde recomenda que todos com HIV usem antirretrovirais

No Brasil, o protocolo que indica o uso do antirretroviral assim que é dado o diagnóstico de HIV é adotado desde dezembro de 2013.

Publicado em 21/07/15 às 00:27

Do Gay1

Já é possível fazer o teste de Hiv e ter o resultado em 15 minutos nos CTA em todo o Brasil.

Foto: Reprodução

Já é possível fazer o teste de Hiv e ter o resultado em 15 minutos nos CTA em todo o Brasil.
Um novo protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) vai recomendar o tratamento com antirretrovirais para todas as pessoas com o vírus HIV no mundo, assim que forem diagnosticadas, independentemente da carga viral. Antes a carga viral era levada em conta, e as pessoas que tinham infecção avançada ou grave tinham prioridade.

O novo protocolo da OMS prevê, ainda, que a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) seja recomendada como uma opção de terapia adicional para todas as pessoas que integrem populações com risco substancial de serem infectadas pelo HIV.

O anúncio foi neste domingo (19), em Vancouver, Canadá, durante Congresso Internacional de Aids (IAS), que acontece até 22 de julho.

Brasil já adota a prática
No Brasil, o protocolo que indica o uso do antirretroviral assim que é dado o diagnóstico de HIV é adotado desde dezembro de 2013, quando foi lançado o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para adultos.

No anúncio, a OMS mencionou o exemplo do Brasil, ao enfatizar que a adoção do novo protocolo melhorou a saúde das pessoas vivendo com HIV no país. O acesso precoce ao tratamento não só melhora a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e aids, mas também reduz a transmissão do vírus.

Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, que participou do evento, a evidência mostra "que essa é, realmente, a direção que deve ser tomada por todo o mundo".

No evento, a OMS lançou seu novo guia sobre testagem de HIV no qual estimula a capacitação de membros da comunidade para aplicarem o teste de Aids e a testagem em organizações comunitárias que tenham acesso mais amplo às populações vulneráveis ao HIV.
 
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