Um ano após queda de lei homofóbica, Uganda tem Parada do Orgulho LGBT

Embora legislação que previa prisão perpétua tenha sido revogada, homossexualidade ainda é motivo para cadeia no país africano.

Publicado em 09/08/15 às 00:30

Do Gay1, com Agências Internacionais

Parada do Orgulho LGBT em Uganda; é a primeira após a suspensão da lei que previa prisão perpétua a LGBTs.

Foto: Edward Echwalu / Reuters

Parada do Orgulho LGBT em Uganda; é a primeira após a suspensão da lei que previa prisão perpétua a LGBTs.
Um ano após a revogação da lei que previa a prisão de perpétua de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, ativistas realizaram neste sábado uma Parada do Orgulho LGBT em Uganda, na África.

Os participantes dançaram, cantaram e hastearam bandeiras de arco-íris, símbolo do movimento LGBT, em um espaço nos arredores da capital Kampala. O evento foi o ponto alto de uma semana de comemorações.

Um dos presentes afirmou esperar que a parada representasse um “passo adiante” no país. Em Uganda, boa parte da população ainda se opõe aos direitos LGBT, e sair do armário ainda é motivo para prisão.

A legislação que permitia condenar pessoas a prisão perpétua por “homossexualidade agravada” e bania a “promoção da homossexualidade” foi anulada pela Suprema Corte do país no ano passado.

“A parada é para mostrar a toda a sociedade que violência, discriminação e perseguição contra a comunidade LGBT é uma coisa ruim”, afirmou Moses Kimbugwe, um dos participantes.

“Nós estamos aqui para mostrar a todos que sim, nós existimos, e queremos os nossos direitos assim como todos os outros ugandenses”, completou.

Richard Lusimbo, um dos organizadores, afirmou à agência de notícias AFP que a parada “é uma celebração de quem somos”.

Durante a semana, foram realizados outros eventos, como o dia da consciência transgênera e o concurso de beleza “Mr. and Miss Pride”.

Em visita recente ao continente, o presidente dos EUA, Barack Obama, falou em favor dos direitos LGBT. Alguns líderes africanos, porém, têm afirmado que a homossexualidade não faz parte da cultura local.
 
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