Parada do Orgulho LGBT de Taguatinga reúne milhares por direitos iguais

Com o tema “O que define a família é o amor”, 10ª edição protestou contra Estatuto da Família.

Publicado em 21/09/15 às 15:32

Do Gay1 DF

Parada do Orgulho LGBT de Taguatinga reúne milhares por direitos iguais

Foto: Hernanny Queiroz/Gay1

“O que define família é o amor” foi o tema da 10ª Parada do Orgulho LGBT de Taguatinga.
A Parada do Orgulho LGBT de Taguatinga, realizada no último domingo, 20, reuniu milhares de pessoas para comemorar a família. De acordo com o organizador da parada, Michel Platini, o tema “O que define família é o amor” tem o intuito de mostrar para a população que mãe, pai e filhos são família da mesma forma que um pais gays e filhos ou mãe lésbicas e filhos. “Todos são exemplos de família”, diz Platini.

A 10ª edição do evento saiu às ruas de Taguatinga contra a discriminação que as famílias formadas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais vêm sofrendo e para celebrar as conquistas de direitos iguais que o movimento LGBT conseguiu até agora. “Há muito o que conquistar, mas não podemos ignorar alguns avanços. O conceito de família está, ainda, muito ligado às religiões e, embora algumas teimem em se alicerçar no retrocesso, o líder maior da Igreja Católica, o Papa Francisco, já sinalizou bastante avanços contra o preconceito”, afirma Platini ao apontar dois episódios recentes envolvendo o Papa argentino e as discussões acerca dos direitos LGBT. “Primeiro ele diz que as pessoas têm de ser felizes, ao responder uma jornalista sobre a união entre homossexuais. Mais recentemente, o Papa não criticou uma publicação que mostrava vários conceitos de famílias, inclusive, a formada por casais que não sejam apenas os heterossexuais”, completa.



Ativistas LGBT não querem apenas combater o projeto em âmbito local. No Congresso Nacional, outra proposta polêmica é alvo das manifestações: Dois projetos de lei em tramitação na Câmara e no Senado debatem formação dos lares e divergem sobre inclusão ou não de casais do mesmo sexo e pais solteiros nessa legislação. “Além da família chamada tradicional, que inclusive, segundo último senso do IBGE, deixou de ser maioria no Brasil, existem as famílias homoafetivas e as formadas não só pelos laços consanguíneos ou matrimoniais, mas que se criam pelas mais diversas relações de afeto. O que define família é o amor”, ressalta Platini.

Segundo dados do Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2010, o modelo familiar formado por pai, mãe e filhos deixou de ser maioria no Brasil. Os novos arranjos já representam 50,1% dos lares brasileiros, contra 49,9% da formação tradicional.

Foto: Hernanny Queiroz/Gay1

Milhares de pessoas ocuparam as avenidas de Taguatinga por direitos iguais.
 
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