Após 30 anos, EUA derrubam proibição para doações de sangue por gays e bissexuais

Doações são aceitas 12 meses após último contato sexual. Ativistas LGBT dizem que nova política ainda é discriminatória.

Publicado em 21/12/15 às 21:32

Da Reuters

Após 30 anos, EUA derrubam proibição para doações de sangue por gays e bissexuais

Foto: Reprodução

A medida alinha os EUA a outros países como o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia.
O governo dos Estados Unidos derrubou nesta segunda-feira (21) a proibição de 30 anos para doações de sangue por gays e bissexuais masculinos dizendo que todos agora podem doar 12 meses depois do seu último contato sexual com outro homem.

A agência para alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA) afirmou que sua decisão de reverter a política teve como base um exame dos últimos dados científicos que mostram que uma proibição indefinida não é necessária para prevenir a transmissão do HIV, o vírus que causa a Aids.

"No fim das contas, a janela de 12 meses de espera é apoiada pela melhor evidência científica disponível, neste momento, de relevância para a população dos Estados Unidos", declarou o vice-diretor da divisão biológica da FDA, Peter Marks, em comunicado.

A medida alinha os EUA a outros países como o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia, que também têm períodos de espera de 12 meses. Defensores dos direitos LGBT afirmaram que a nova política continua discriminatória.

"É ridículo e contrário à saúde pública que um gay casado numa relação monogâmica não possa doar sangue, mas que um homem heterossexual promíscuo, com centenas de parceiras sexuais no último ano, possa", declarou o parlamentar democrata Jared Polis.

A FDA afirmou que tem trabalhado com outras agências do governo, considerado a contribuição de organismos externos e "cuidadosamente examinado as evidências científicas mais recentes disponíveis para sustentar a revisão da política".

A agência declarou que suas políticas têm ajudado a reduzir a transmissão de HIV por transfusão de sangue de 1 em cada 1.200 para 1 em cada 1,47 milhão.
 
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