Vídeo mostra momento em que transexual é agredida por 20 pessoas em SP

Melissa declarou que, embora não saiba identificar quem são, conseguiu perceber que os agressores eram gays.

Publicado em 23/02/16 às 00:54

Do Gay1 SP
Vídeo mostra momento em que transexual é agredida por 20 pessoas em SP
Vídeo foi postado no Facebook e mostra o momento em que Melissa Hudson foi espancada e roubada pelo grupo. Imagens fortes.
A maquiadora Melissa Hudson estava acompanhada de algumas amigas quando foi atingida por uma garrafa na nuca, repentinamente. A jovem transexual de 22 anos foi agredida por um grupo de 20 pessoas, na madrugada do domingo 14, na rua Augusta, ponto de São Paulo com a vida noturna muito movimentada e conhecida pela sua diversidade.

Polícia diz apurar falta de nome social de transexual agredida por 20 em SP

Foto: Reprodução/Facebook

Melissa estava acompanhada de algumas amigas, que conseguiram escapar.
O vídeo a cima mostra o momento em que a maquiadora não consegue escapar dos agressores, Melissa foi derrubada no chão, levou chutes e socos em sequência, e teve roubados seu celular e documentos que estavam em sua bolsa.

Ao site NLUCON, Melissa declarou que, embora não saiba identificar quem são, conseguiu perceber que os agressores eram gays. "Eram gays, sim, e digo que o ataque foi motivado por transfobia porque fui chamada de traveco nojento enquanto era espancada", declarou. "O que mais me surpreendeu foi que tudo isso veio de pessoas do meio LGBT, não foi um hétero, não foram skinheads".

Polícia diz apurar falta de nome social
Após o ataque, a maquiadora correu até um carro da Polícia Militar e foi levada a um Pronto-Socorro para cuidar de escoriações no rosto e no corpo. Em tempo: foram rompidos os pontos de uma cirurgia de feminilização facial que Melissa havia feito em dezembro.

Registrado inicialmente no 78º DP (Jardins), o caso está sendo investigado pelo 4º DP, responsável pela região onde ocorreu a agressão. No boletim, não consta o nome social da maquiadora, que foi tratada integralmente no masculino enquanto esteve na delegacia. Também não há qualquer menção sobre a possibilidade da agressão ter sido motivada por preconceito com a orientação sexual da jovem. No registro, o caso foi anotado apenas como “roubo a transeunte”.

Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informa que a ausência do nome social de Melissa no boletim está sendo apurada: “A Polícia Civil informa que a ocorrência foi registrada como roubo, pois este é o crime mais grave cometido no caso. Além disso, a agressão é relatada no boletim de ocorrência. Foi requisitado exame de corpo de delito da vítima. O caso está sendo investigado pelo 4º DP (Consolação), distrito responsável pela região dos fatos. A Polícia Civil esclarece que a falta do nome social da vítima no boletim de ocorrência será apurada”.
 
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