Namorada de mulher morta por lesbofobia desabafa: 'Sem rumo'

Crime aconteceu no dia 22 de fevereiro, em Itanhaém, no litoral de SP. Justiça decretou a prisão preventiva de Fabiano da Silva, de 19 anos.

Publicado em 01/03/16 às 23:47

Do Gay1 SP

Namorada de mulher morta por lesbofobia desabafa: 'Sem rumo'

Foto: Michele Laila/Arquivo Pessoal

Michele e Priscila estavam juntas durante assassinato em Itanhaém, SP.
A namorada de Priscila Aparecida Santos da Costa, de 25 anos, assassinada após uma discussão iniciada por razões lesbofóbicas em um bar de Itanhaém, no litoral de São Paulo, concedeu entrevista ao site G1, e afirmou que ainda está chocada com o crime. Ela estava com a vítima na hora do assassinato, na noite do dia 22 de fevereiro, e diz que ainda não entende o que levou o suspeito a ter matado a companheira.

A estudante Melissa Laila Santos do Nascimento, de 15 anos, estava acompanhada da namorada e do irmão da vítima, quando começou a ser insultada por Fabiano da Silva Gregório, de 19 anos. De acordo com a polícia, Priscila teria reagido às injúrias lesbofóbicas e, após a briga, os três saíram do local e foram até uma praça. Na sequência, por volta das 5h30, Gregória chegou no local de bicicleta e executou Priscila com dois tiros. A jovem morreu a caminho do hospital.

Namorada de mulher morta por lesbofobia desabafa: 'Sem rumo'

Foto: Michele Laila/Arquivo Pessoal

Priscila foi assassinada com dois tiros após discussão.
Melissa conta que, no momento do crime, não entendeu muito bem o que estava acontecendo e o que teria motivado os insultos, já que elas conheciam o autor dos disparos. "Na verdade, não escutei o começo da discussão. Houve uma briga e depois saímos para a praça. O assassino acabou indo para o outro lado. Pouco tempo depois que chegamos na praça, ele voltou armado e atirou nela, sem falar nada", disse.

A estudante conta que conheceu Priscila há quatro anos e que essa foi a primeira vez que ambas sofreram com preconceito. "Ela [Priscila] me disse uma vez que já discutiu com esse rapaz porque ele falava para ela virar mulher e se vestir direito. Ela não levava desaforo para casa", disse.

Futuro
Uma semana após o crime, a jovem ainda procura respostas e lembra os bons momentos vividos com a companheira, tentando superar o trauma causado pelo assassinato. "Nós estudávamos juntas e ela sempre me ajudava. Estou sem rumo, não sei como tocar a minha vida. Agora, só penso em Justiça e em ver esse homem preso. Imagino que, se ele fez isso com ela, poderia ter feito comigo ou com qualquer pessoa por aí", desabafa.

Foragido
O caso foi encaminhado para a DIG de Itanhaém e é investigado pela delegada Evelyn Gonzalez Gagliardi e o investigador-chefe Mário Augusto.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito já tem passagem pela polícia por furto. A Justiça decretou a prisão preventiva de Fabiano.

Após o início das investigações ainda na semana passada, os policiais conseguiram informações sobre o endereço onde o suspeito mora. Ao chegarem no local, foram informados por parentes que Fabiano, após o crime, foi à residência dizendo que havia "feito besteira" e assassinado uma moça. Em seguida, ele fugiu sem dizer para onde.
 
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