Governo Federal lança campanha voltada à saúde de gays e bissexuais masculinos

A ação valoriza o direito à saúde com respeito e reconhecimento às especificidades destas populações.

Publicado em 29/04/16 às 16:36

Do Gay1

Governo Federal lança campanha voltada à saúde de gays e bissexuais masculinos

Foto: Divulgação/Karina Zambrana/SGEP/MS

O Ministério da Saúde lançou nesta terça (26), em Brasília, a campanha “Cuidar bem da saúde de cada um. Faz bem para todos. Faz bem para o Brasil”.
Foi lançada nesta terça-feira (26), em Brasília, a campanha “Cuidar bem da saúde de cada um. Faz bem para todos. Faz bem para o Brasil”, com foco na saúde integral, atendimento humanizado e respeito aos gays e bissexuais masculinos. O objetivo é informar e conscientizar toda a sociedade, bem como profissionais de saúde, trabalhadores e gestores do SUS sobre garantias ao atendimento, sem discriminação, considerando as especificidades de saúde dessa população.

"Só há um caminho para o Brasil crescer: o do respeito à pluralidade, à diversidade. Sem isso, não há desenvolvimento possível. Neste sentido, esta campanha é fundamental para não deixar que os sentimentos e desejos de cidadania plena em nosso país sejam apagados em momento algum da história", disse o secretário substituto de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, André Bonifácio, que representou o ministro Marcelo Castro no evento.

André também frisou que a coragem do governo federal e dos movimentos sociais de colocar a pauta LGBT no conjunto de temas discutidos pela democracia brasileira representa o enfrentamento ao conservadorismo. “O que nós estamos construindo juntos é um marco histórico. Não podemos deixar que os direitos que conquistamos sejam usurpados”, enfatizou.

A campanha foi desenvolvida em parceria com o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, Juventude e dos Direitos Humanos e marca a 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de LGBT, que acontece nesta semana (25 a 27), e traz para discussão o tema ‘Por um Brasil que criminalize a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais’.

Para a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Gomes, a campanha espelha a intersetorialidade possível entre as políticas públicas e é resultado do esforço conjunto do governo e sociedade civil. "A luta LGBT transcende a militância e penetra a gramática política, que hoje incorpora as palavras 'gays', 'lésbicas', 'bissexuais', 'travestis' e 'transexuais' ao seu cotidiano. Contudo, esses sujeitos não podem ser aceitos apenas no vocabulário. Eles precisam ser contemplados e inclusos nas práticas, ações e políticas públicas em todas as áreas”, destacou.

A campanha inclui a distribuição de 100 mil cartazes para unidades de saúde, secretarias estaduais, conselhos de saúde, Comitês de Saúde LGBT, Conselhos LGBT e os serviços de assistência social e direitos humanos que atendem a essa população nos estados. Também serão veiculadas nas redes sociais mensagens e vídeos de sensibilização e informações sobre as necessidades de saúde e os direitos de gays e bissexuais masculinos. A ideia é reforçar que o campo da saúde tem um papel fundamental na garantia de direitos dessa população e também pode colaborar com a eliminação da homofobia ainda presente na sociedade.

O secretário Especial de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Rogério Sottili, lembrou que lançar a campanha durante a 3ª Conferência é oportuno porque a ação acontece de forma articulada. “Estamos construindo os avanços que queremos para o nosso país. A política pública dos direitos humanos precisa ser construída com respeito à dignidade humana e, na saúde, não pode ser diferente”, afirmou.

A campanha contará ainda com uma cartilha voltada para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo não só os profissionais de saúde como também recepcionistas e responsáveis por marcar consultas, atendentes, entre outros com informações sobre a atenção integral à saúde desta população. A cartilha destaca o direito de todos à saúde com respeito e sem discriminação e aborda também orientações aos profissionais no acolhimento e atendimento a essa população, destacando a saúde integral, ressaltando ainda a importância do cuidado humanizado, sem preconceito e discriminação, e considerando a sexualidade como apenas um dos aspectos da vida e da saúde dessas pessoas.
 
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