Embaixadores da ONU se reúnem em Stonewall Inn após massacre em Orlando

Bar é apontado como o local de nascimento do movimento LGBT. Homossexualidade é ilegal em 77 países e punida com a morte em cinco.

Publicado em 17/06/16 às 13:23

Do Gay1

Embaixadores da ONU se reúnem em Stonewall Inn após massacre em Orlando

Foto: Julie Jacobson/AP

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Samantha Power, conversa com o proprietário do Stonewall Inn, Kurt Kelly, antes de se encontrar com outros membros das Nações Unidas em NY.
Vários embaixadores da ONU se reuniram nesta quinta-feira (17) em um local emblemático da luta pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em Nova York, nos Estados Unidos, após o massacre na boate LGBT Pulse, em Orlando, que deixou 49 mortos - o ataque a tiros mais violento da história do país.

O encontro ocorreu no Stonewall Inn, em Greenwich Village, apontado como marco do nascimento do movimento pelos direitos LGBT. Em 1969, o local foi palco de protestos da comunidade LGBT contra o assédio policial.

Ao todo, 17 embaixadores da ONU se reuniram para refletir sobre novas iniciativas que promovam os direitos das minorias sexuais após o massacre de Orlando. "Não podemos pensar em um local mais simbólico que este após o monstruoso atentado", disse Samantha Power, embaixadora americana na ONU, diante do Stonewall Inn.

Segundo Power, o grupo está trabalhando "para garantir que haja menos zonas proibidas" para pessoas LGBT de todo o mundo e "muito mais locais seguros".

Na segunda, o Conselho de Segurança da ONU condenou com firmeza o massacre de Orlando, em uma declaração unânime. Segundo a agência de notícias France Presse, ser uma pessoa LGBT é ilegal em 77 países do mundo e punida com a morte em cinco.
 
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