Após sua destituição, Dilma diz que 'golpe é misógino, homofóbico e racista'

No início de sua fala, a ex-presidenta disse que seu governo, “inclusivo e democrático”, está sendo interrompido por outro “conservador”.

Publicado em 31/08/16 às 16:57

Do Gay1

Após sua destituição, Dilma Rousseff diz que 'golpe é misógino, homofóbico e racista'

Foto: Evaristo Sa/AFP

Dilma discursa no Palácio da Alvorada logo após o impeachment.
A presidenta deposta Dilma Rousseff fez um pronunciamento na tarde desta quarta-feira 31 no Palácio da Alvorada para falar sobre seu afastamento definitivo da Presidência República, confirmado em votação do Senado.

Em seu discurso, Dilma disse que vai “recorrer em todas as instâncias possíveis” contra o que chamou de “fraude”, “farsa jurídica” e “golpe de Estado” e afirmou que este não é um momento para dizer adeus, mas “até daqui a pouco”, e convocou os brasileiros à luta.

“Esta história não acaba assim. [...] Não voltaremos apenas para satisfazer nossos desejos ou vaidades, nós voltaremos para continuar a nossa jornada rumo a um Brasil onde o povo é soberano”, continuou a petista. “Proponho que lutemos todos juntos contra o retrocesso, contra a agenda conservadora”, disse Dilma.

No início de sua fala, Dilma disse que seu governo, “inclusivo e democrático”, está sendo interrompido por outro “conservador”, que representa “o mais radical liberalismo econômico”.

“O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino, o golpe é homofóbico, o golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência", afirmou a petista, que se julga vítima de "machismo e misoginia".

Assista ao pronunciamento de Dilma:

 
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