Milhares de pessoas vão à 8ª Parada do Orgulho LGBT em Ceilândia

Ao som da cantora Lorena Simpson, foco foi a regulamentação da lei 2.615, que prevê punições para crimes em razão de orientação sexual ou identidade de gênero.

Publicado em 22/08/16 às 16:37

Por Ernane Queiroz Milhares de pessoas vão à 8ª Parada do Orgulho LGBT em Ceilândia

Foto: Ernane Queiroz/Gay1

Parada do Orgulho LGBT da Ceilândia ocorreu neste domingo (21).
A 8ª Parada do Orgulho LGBT de Ceilândia reuniu milhares de pessoas na tarde deste domingo (21) no centro da cidade. A marcha contou com um trio elétricos que passou pela avenida Hélio Prates, voltado para concentração onde tinha um palco.

A concentração começou às 14h, no estacionamento do BRB. Para o encerramento do evento teve shows da cantora Lorena Simpson e artistas locais.

Milhares de pessoas vão à 8ª Parada do Orgulho LGBT em Ceilândia

Foto: Ernane Queiroz/Gay1

Evento teve shows de artistas locais.
Muitos participantes foram acompanhados de familiares. A dona de casa Célia Reis foi com o primo, Damon Burmester. Ela garante que todos em casa o acolhem e apoiam na luta pelo avanço dos direitos LGBT.

Para Célia, os preconceituosos devem se colocar no lugar das pessoas LGBT e de seus familiares para saber como isso os faz sofrer. O cabeleireiro Damon Burmester agradece o apoio.

A servidora pública aposentada Sonia Martins é mãe de uma garota lésbica e virou militante da causa. Ela participa de uma associação chamada Mães pela Diversidade, presente em 14 estados e que busca dar apoio para as pessoas LGBT e suas famílias. Para ela, há dois motivos principais para a parada sempre ocorrer: “Primeiro, o LGBT tem a possibilidade de ser o que é sem ser discriminado por ninguém. Segundo, para falar das questões que afligem o movimento”.

O organizador da parada, Allysson Prata, afirma que o tema "Por um Brasil que criminalize a violência contra LGBT" foi escolhido para cobrar a regulamentação da Lei 2.615/2000. Assinado pelo governador Rollemberg, quando era distrital, o texto prevê punições para crimes em razão de orientação sexual ou identidade de gênero. De acordo com o governo, ainda não há uma data para a regulamentação.

 
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