Beijo gay exibido na Globo leva Grupo Dignidade a responder processo no Conar

Segundo queixa da consumidora, a campanha seria “uma forma de fazer lavagem cerebral”.

Publicado em 28/10/2016 às 18:49

Do Gay1 Beijo gay veiculado na Globo leva Grupo Dgnidade a responder processo no Conar



O comercial “Odeio berinjela”, veiculado em rede nacional de TV e que pede respeito a pessoas LGBT, foi denunciado ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Segundo a queixa da consumidora, a campanha seria “uma forma de fazer lavagem cerebral...”

Segundo Toni Reis, diretor executivo do Grupo Dignidade, o comercial não ofende a dignidade de ninguém, apenas pede respeito à orientação sexual, tendo em vista os altos índices de violências e discriminação contra pessoas LGBT no Brasil. O Diretor Administrativo, Lucas Siqueira afirma que a área jurídica do Grupo responderá ao processo no prazo estipulado e que o mesmo demonstra o quão arraigado o preconceito ainda está na sociedade brasileira.

O Grupo Dignidade tem cinco dias para responder e pede para que as pessoas colabore entrando no site do Conar e se manifestando contra a homofobia e a favor do comercial “Odeio berinjela”: www.conar.org.br, em Reclamações.

Uma pessoa LGBT morta a cada 26 horas
Segundo dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania, a cada 26 horas uma pessoa LGBT é morta e a cada duas horas uma pessoa LGBT sofre violação dos seus direitos humanos por motivos LGBTfóbios.

“Dados do Disque 100 indicam que entre 2011 e 2015 mais de 16 mil violações contra a população LGBT foram denunciadas, estando entre as mais frequentes as violências física e psicológica e a discriminação. Para compreender também a especificidade e o grau da violência homofóbica, faz-se imprescindível conhecer os tipos bárbaros de agressões infringidas contra a população LGBT. De acordo com a pesquisa hemerográfica (dos homicídios) em 2013, 22,4% das vítimas sofreram facadas; 21,9% foram alvejados a tiros; 8,6% foram espancados; 6,2% foram estrangulados; 5,2% foram apedrejados; 4,4% sofreram pauladas; 2,6% foram asfixiados; 1,6 foram carbonizados e 0,5% foram afogados. Algumas vítimas sofreram mais de um tipo desses ataques. Esses dados apontam de modo eloquente para a gravidade e o ódio com que os crimes de caráter homofóbico costumam ser cometidos no Brasil.”
 
Encontre-nos no Google+