Americanos LGBT participam dos protestos contra vitória de Trump em eleições

Durante a campanha, o republicano se comprometeu a assinar um ato em que permite discriminação anti-LGBT em razão da religião.

Publicado em 10/11/2016 às 01:20

Do Gay1 Mundo

Coletivos LGBT participam dos protestos contra vitória de Trump em eleições

Foto: Max Whittaker/Reuters

Jovens protestam conta Donald Trump na Universidade da Califórnia.
Menos de 24h após o anúncio da vitória de Donald Trump, coletivos e ativistas LGBT participam dos protestos que começaram a acontecer em cidades da Califórnia, onde Hillary Clinton ganhou com 61% dos votos, numa onda de manifestações contra o republicano que se arrastou pela quarta (9) e atingiu outros Estados do país.

Na região da baía de San Francisco, famoso bastião liberal e berço do ativismo LGBT nos anos 1960, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais acordaram já prontos para atos de desagravo contra o nova-iorquino bilionário de 70 anos, que conseguiu ofender praticamente todas as minorias norte-americanas durante sua campanha eleitoral com discursos homofóbicos e apoio de grupos anti-LGBT.

Centenas de pessoas se reuniram pela manhã em East Bay e caminharam até o campus da Universidade da Califórnia em Berkeley, juntando mais gente pelo caminho. Ao meio-dia (18h em Brasília), o jornal local "SF Gate" reportava milhares de pessoas, algumas levando bandeiras do arco íris e outras com cartazes dizendo "Não é Nosso Presidente".

Pelas redes sociais, cerca de 30 protestos estavam agendados para esta semana em Estados diversos, como nas cidades de Nova York, Portland, Boston, Chicago e Austin. Só em Los Angeles, onde manifestações aconteceram logo pela madrugada no campus da UCLA, havia dois atos marcados para, ambos no centro da cidade e com mais de 2.000 pessoas confirmadas em suas páginas online. Um terceiro, com mais de 3.500 pessoas engajadas, deve acontecer no sábado (12).

"Este protesto é pelas mulheres, pelos trabalhadores, pelas pessoas de cor, pelos trans e pelas nossas vidas", dizia o convite de um protesto de Los Angeles organizado por representantes asiáticos e africanos. "A eleição de Donald Trump é o mais recente padrão de discriminação sistemática contra nossas comunidades nos EUA. Não vamos aceitar a Presidência de Donald Trump quietamente."
 
Encontre-nos no Google+