Séries dos EUA batem recorde na representação de personagens LGBT

O número de personagens trans teve um aumentou significativo: foi de 7, na última temporada, para 16 nesta.

Publicado em 29/11/2016 às 18:45

Do Gay1 Entretenimento

Séries dos EUA batem recorde na representação de personagens LGBT

Foto: Reprodução

Representação de gays aumentou, mas esses personagens continuam morrendo, como a Lexa de "The 100".
As séries irão registrar um recorde na representação de minorias. De acordo com dados da organização americana GLAAD (sigla em inglês para Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação), haverá um recorde de personagens LGBT, negros e deficientes na temporada 2016 e 2017 da TV norte-americana – entre o primeiro grupo, porém, persiste um problema: a maioria dos gays e bissexuais que aparecem na telinha morre.

O estudo "Where We Are on TV", promovido pelo GLAAD, afirma que 4,8% dos personagens regulares nesta temporada serão LGBT, 20% serão negros e 1,7%, pessoas com deficiência. O número de personagens trans também aumentou significativamente: foi de 7, na última temporada, para 16 nesta. A pesquisa leva em consideração programas de TV exibidos na TV aberta, na TV paga e em serviços de streaming, como a Netflix.

Apesar dos avanços, o GLAAD verificou que permanece o clichê "enterre seus gays". Desde o começo de 2016, 25 personagens femininas lésbicas e bissexuais morreram nas séries, como a Denise de "The Walking Dead" e a Lexa de "The 100".

Séries dos EUA batem recorde na representação de personagens LGBT

A organização ainda verificou que há pouca diversidade racial entre personagens LGBT na TV a cabo e no streaming – no primeiro, 72% dos personagens desse grupo são brancos, e no segundo, 71%.

"Enquanto é encorajador ver o progresso feito na representação da população LGBT na TV, é importante lembrar que os números são apenas uma parte da história, e nós devemos continuar a pressionar para retratos mais diversos e complexos da comunidade LGBT", disse Sarah Kate Ellis, presidente do GLAAD.

"O GLAAD irá continuar a trabalhar com Hollywood para contar histórias LGBT que acelerem a aceitação, e [irá] responsabilizar emissoras, serviços de streaming e criadores de conteúdo pelas imagens e histórias que eles apresentam".
 
Encontre-nos no Google+