Comissão da OAB tem provas de que mãe matou filho por ser gay

Vizinhos e amigos relataram agressões recorrentes há anos, diz advogada. Polícia Civil identificou adolescente que se envolveu no assassinato em SP.

Publicado em 17/01/2017 às 16:21

Do Gay1 SP

Mãe que matou filho se trata de um crime de homofobia, segundo provas da OAB

Foto: Reprodução/Facebook

Imagem postada em rede social mostra Itaberli ao lado da mãe.
Uma advogada da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) diz ter provas de que o adolescente Itaberli Lozano, de 17 anos, foi assassinado por ser gay. Carolina Aram afirma que vizinhos e amigos relataram que o jovem era agredido há anos pela mãe, em Cravinhos (SP), por sua orientação sexual.

Lozano foi morto em dezembro, em uma emboscada armada pela mãe, com a ajuda de dois jovens. A gerente de supermercado Tatiana Lozano Pereira, confessou à polícia em primeiro depoimento que matou o próprio filho a facadas. Em seguida, com a ajuda do marido, levou o corpo de Lozano até um canavial, onde foi queimado.

Mãe que matou filho se trata de um crime de homofobia, segundo provas da OAB

Foto: Reprodução/EPTV

Mancha de sangue aponta que o corpo do adolescente foi transportado no carro da mãe e do padrasto.
Depois, Tatiana apresentou outra versão, afirmando que agiu com a ajuda de uma adolescente e dois jovens - estes últimos foram presos na sexta-feira (13). A mãe e o padrasto estão presos desde quarta-feira (11). A adolescente prestou depoimento e foi liberada, segundo a Polícia Civil.

A advogada Carolina Aram afirma que soube do caso após denúncias por e-mail, telefone e internet, enviadas dias após o corpo de Lozano ser encontrado carbonizado.

“Fomos direto a Cravinhos e o delegado nos recebeu e nos posicionou sobre tudo o que estava acontecendo no inquérito policial. Logo em seguida, nos dirigimos ao Fórum e fomos conversar com o promotor, que também nos mostrou as provas”, explica.

A advogada conta que o promotor pediu para que ela reunisse o máximo de provas que conseguisse e apresentasse o material ao juiz. Carolina explica que recebeu áudios e fotos de pessoas próximas a Lozano, mas não revelará os denunciantes por segurança.

“O conteúdo dos áudios mostra que Itaberli sofria agressão homofóbica já há alguns anos, desde que assumiu sua identidade e começou a andar pela cidade assumindo sua identidade de gênero, assumindo sua homossexualidade”, diz.

Menor
De acordo com a polícia, o crime contou ainda com a participação de uma adolescente. Ela teria sido a responsável por apresentar os dois jovens à mãe de Lozano. Juntos, os três teriam agredido o adolescente pouco antes de Tatiana esfaquear o próprio filho.

Ainda segundo informações da polícia, a menor foi vista entrando na casa de Tatiana junto com os outros dois rapazes, pouco antes do crime. A adolescente de 16 anos já prestou depoimento na delegacia e foi liberada.

Mãe que matou filho se trata de um crime de homofobia, segundo provas da OAB

Foto: Reprodução/Facebook

A mãe do jovem, Tatiana Lozano Pereira, e o marido, Alex Pereira.
 
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