Grindr e Hornet são cada vez mais usados por traficantes para vender drogas

Aplicativos de paquera destinados a usuários gays e bissexuais masculinos têm ganhado uma nova função nas mãos de criminosos: vender drogas ilícitas.

Publicado em 16/02/2017 às 11:17

Do GayTec

Grindr e Hornet são cada vez mais usados por traficantes para vender drogas

Foto: Reprodução

Grindr e Hornet são dois populares aplicativos de paquera destinados a usuários gays e bissexuais masculinos.
Grindr e Hornet são dois populares aplicativos de paquera destinados a usuários gays e bissexuais masculinos. Mas, recentemente, esses dois apps têm ganhado uma nova função nas mãos de criminosos: vender drogas ilícitas.

É o que apurou uma reportagem do site UOL publicada nesta quarta-feira, 15. Aparentemente, traficantes têm usado o sistema de geolocalização e o flexível método de autenticação desses apps para agir por volta de bares em São Paulo e encontrar potenciais clientes.

Os criminosos escolhem Grindr e Hornet porque, ao contrário de outros apps mais populares, como o Tinder, esses dois não oferecem filtro de pesquisa e nem confirmam a identidade do usuário. Qualquer um pode entrar, e o perfil só aparece para quem está por perto, sem definição de idade ou preferências.

Os perfis de traficantes podem ser identificados, segundo a matéria, pela sigla da droga que estão vendendo: GHB para o ácido gama-hidroxibutirato, também conhecido como "boa noite, Cinderela"; TK para cocaína; e MD para a metanfetamina, entre outros tipos de entorpecentes.

Fontes da matéria do UOL que não quiseram se identificar relatam que o contato é simples e direto. "Você pergunta 'quanto?', combina de se encontrar e pronto", disse um dos usuários da plataforma. Em alguns casos, a negociação passa também para o WhatsApp, em que as conversas são criptografadas.

Como Grindr e Hornet usam o GPS do celular para indicar contatos próximos, os traficantes costumam atuar em locais movimentados da Grande São Paulo. Identificar os criminosos é difícil porque esses apps não permitem que o usuário localize um contato por uma barra de pesquisa - eles só aparecem quando estão por perto. Além disso, a maioria não usa foto no perfil.

Os traficantes também podem "sumir" após uma venda apenas mudando seus apelidos no aplicativo e indo para outro canto da cidade. Em nota, a empresa que administra o Hornet - sediada em Hong Kong - disse que vai implementar novas ferramentas para impedir que esse tipo de crime continue acontecendo em sua plataforma. A assessoria do Grindr não se manifestou.

 
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