Travesti morre em São Carlos, SP, após complicações por uso de silicone industrial

Veronica Rios tinha 35 anos estava internada há 12 dias na Santa Casa. Ela sofreu falência múltipla dos órgãos.

Publicado em 26/04/2017 às 16:34

Gay1 SP
Travesti morre em São Carlos, SP, após complicações por uso de silicone industrial
Foto: Reprodução/FacebookVeronica Rios tinha 35 anos e morava em São Carlos.

Uma travesti de 35 anos morreu em São Carlos (SP) nesta terça-feira (25) devido a complicações causadas pelo uso de silicone industrial injetado no corpo há mais de dez anos, informou a irmã da vítima. Internada há 12 dias na na Santa Casa, Veronica Rios sofreu falência múltipla de órgãos.

A irmã de 41 anos, que preferiu não se identificar, contou que em dezembro do ano passado Veronica relatou que o silicone aplicado no glúteo havia estourado. "Na ocasião ela não foi ao médico porque não sentia nada e dizia que estava bem", relatou. Segundo ela, Veronica fazia uso de silicone industrial e ela mesma realizava as aplicações.

Travesti morre em São Carlos, SP, após complicações por uso de silicone industrial
Foto: Reprodução/FacebookVeronica Rios ficou 12 dias internada na Santa Casa de São Carlos.

Quatro meses após o incidente, Veronica passou a sentir dores pelo corpo. Levada ao hospital, ela foi internada. "Fui visitá-la, ela dizia que estava bem e que logo voltaria para casa", disse a irmã. Mas o estado de saúde de Verônica se agravou e ela não resistiu. Morreu na madrugada desta terça-feira. O corpo dela foi enterrado no cemitério Jardim da Paz.

A irmã contou que Veronica tinha mais um irmão de 39 anos. Os pais, de 62 e 64 anos, estão tristes com o que aconteceu.

“Apesar de ela não morar junto, sempre nos víamos. O fato de ela ser travesti nunca foi um problema para a família, todos a aceitavam. Era uma boa pessoa que fazia o bem e sempre ajudava as pessoas”, disse a irmã.
Jovem pagou R$ 1 mil por implante no glúteo, de acordo com a polícia
Foto: Reprodução/FacebookJovem pagou R$ 1 mil por implante no glúteo, de acordo com a polícia.
Outro caso

Em abril do ano passado, um jovem de 24 anos morreu em São Carlos após aplicar silicone no glúteo. Bruno Carrara, de 24 anos, teve insuficiência respiratória e renal um dia após o implante que custou R$ 1 mil.

Na ocasião, o médico Márcio Augusto Ferreira, cirurgião plástico da Unimed de São Carlos, alertou sobre os riscos de aplicar silicone industrial no glúteo, procedimento que pode causar embolia pulmonar e levar à morte.

“Mesmo que não mate na hora, vai dar problemas mais para frente. A substância não é para uso humano. Como o silicone fica no tecido, não se fixa, pode infiltrar nos tecidos vizinhos, infiltrar na pele e necrosar. E é impossível retirar porque os tecidos ficam com micropartículas da substância”, explicou.

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